domingo, 31 de maio de 2009

O texto do arrependido



Tentando deixar um pouco de lado os artigos, resolvi escrever alguma coisa literária. É a primeira vez que escrevo um texto desse tipo, não reparem a qualidade. Vale a pena lembrar que no penúltimo trecho peguei a idéia de duas músicas, uma do Vinícius de Moraes e outra do Gabriel, o pensador.

Por enquanto é só, Carpe Diem!



Pois é, se não me falha a memória foi nos tempos de escola em que me deparei pela primeira vez com a expressão “Carpe Diem”. Que diabos era aquilo? Só sabia que era alguma coisa em latim. Curiosidade pra saber o que era? Até tinha, mas as fórmulas de física e química me eram mais importantes...

O tempo foi passando, volta e meia eu via o “maldito” Carpe Diem escrito em alguns lugares. Chegou a um ponto que já tava de saco cheio de ler aquela porcaria e não saber o que era.

Já sabia derivar cálculos, física qüântica e até projetar prédios, mas não sabia nem o significado de duas palavras em latim. Tomei vergonha na cara e fui procurar o que era. Ninguém do meu círculo social conehcia a expressão, nem mesmo o dicionário.

É, o assunto parecia ser complexo. Recorri à uma velha enciclopédia empoeirada. Depois de alguns espirros, achei alguma coisa em letras minúsculas: “Carpe diem -> expressão que em latim significa aproveite o dia.” Após ler aquilo confesso que me deu vontade até de rir. Era só isso? Tanto mistério pra um mísero ‘Aproveite o dia`? Parece que sim, mas até que esse negócio soa é bonito: “aproveite o dia”.

Entra ano e sai ano, trabalho e mais trabalho, projetos e mais projetos. Hoje, posso te dizer que tive uma vida de muitas lutas. Tenho carros importados e inúmeros imóveis alugados que me dão uma bela renda. Muitas pessoas diriam que eu venci na vida. Hoje. Posso te dizer que tive uma vida de muitas lutas, porém todas inúteis. Também posso te dizer que só agora entendi a filosofia Carpe Diem.

Não amei, não chorei, não sorri. Nunca curti uma paixão, uma rodinha de samba mal feito e nem torci na arquibancada pelo meu time do peito. E também esqueci de viver.

Ah, o arrependimento. Nunca queiram sentir isso.

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