segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Duro de Matar 5.0

O negócio é o seguinte, tão querendo me matar. Porra, não conseguiram!

Feriado... sol... praia... cerveja... cachorros... afogamento...

Foi tudo exatamente nessa ordem. As duas tentativas de assassinato que a minha pessoa sofreu ocorreram em Cabo Frio/RJ.

Às 22:48 da dia 22 de novembro, o senhor Skank e seu brother se fuderam. Se fuderam e muito. Os 2 assassinos da raça rottweiler que estavam comprindo pena em carceiragem foram soltos propositalmente por um idoso numa praia deserta.

As vítimas bateram os récordes dos 2km com obstáculos, pularam cercas e muros para poderam salvar suas vidas de tais abominações. O crime está sendo investigado como tentativa de homicídio qualificado, uma vez que era impossível observar o ato, já que se tratava de uma praia semi-deserta.

Sem bobeiras agora. O que aconteceu aqui embaixo foi bem mais sério. Agora que tá caindo a ficha, era pra eu estar morto, afogado e jogado nas profundesas do mar.

Na verdade, o que aconteceu é que o fodão aqui foi tirar onda com os surfistas e acabou se ferrando. Peguei uma prancha de criança fabricada pela "Brinquedos Bandeirantes" (eu fiz questão de depois ver a marca da fdp) e fui encarar um mar que até surfista local tava se cagando. E o fodão aqui chegou lá no fundo em 30 segundos. Pra voltar também, demorei 30, só que minutos. Foram os 30 minutos que botaram 18 anos de vida em jogo. A regra do jogo era simples: conseguir nadar 60 metros. Fácil, né?

Quando decidi sair da água, já tava nandando uns 10 minutos. Ai que me liguei que não tinha saído do lugar. O desespero bateu, a "prancha" se foi, a adrenalina tomou conta, o fôlego acabou, a força também, a onda bateu, eu afundei, foi ficando tudo escuro e (só faltou mais uma coisa pra continuar a gradação) e eu pisei num banco de areia!

Aí eu fico pensando. É impossível não existir um ser superior a nós. Eu tava no fundo do poço (do mar, pra falar a verdade), no meio de uma correnteza fudida, sem prancha e do nada eu piso num banco de areia num tamanho mínimo. Algum cientista pode me explicar isso?

No banquinho de areia recuperei o fôlego (eu tava quase desmaiando) e ai que dei falta da prancha. O meu brother tava mais pro raso no maior perrenque também, com a prancha dele (que era decente). "Volta lá e pega a prancha". Foi isso ai que deu pra gritar. No final das contas, ele teve que voltar pra zona de perigo pra salvar a prancha de brinquedo que era do irmão dele, no raso o cara virou o olho e quase apagou.

Enfim, depois de nadar como dois condenados à cruz, deu pra ficar de pé no raso. Sem comentários nenhum sobre o ocorrido, ainda ouvimos um esporro de um coroa lá. Puta que pariu, eu quase morri e ainda tenho que tomar um esporro por causa disso?

Só sei que agora eu to igual a quando eu saí do hospital. Só de enxer o pulmão de ar já me dá um prazer fdp. Isso sim é Carpe Diem!

Espero que o próximo post seja totalmente diferente desse,

por enquanto é só, Carpe Vita!

2 comentários:

Henry disse...

Caralhooo Skank !

Vc é loucoo ! haha

Que bom que sobreviveu . Esta semana tb tive umas aventuras parecidas rs .

Abraços , e chega ai no Rio !

Anônimo disse...

Brother... hahahahah tu és louco, como vai pra krakatoa com prancha de brinquedo...

Mas se liga, teu relato ficou da buceta, me senti vivendo a situação, ficou foda! Isso é que aventura, parece até filme do Tubarão!

Gostei também do detalhe do banco de areia mínimo... incrível, fiquei até emocionado! Deus existe e ama você!

O mais importante é que agora você tem uma puta história para contar e divertir geral.

hahahah